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Pesca Artesanal e Sustentabilidade


Esta linha de investigação e atuação visa solidificar a atuação que vem sendo desenvolvida desde o início do CJC de enfrentamento e combate à fome, à pobreza e à exclusão social; refazer e atualizar o mapa de Geografia da Fome de Josué de Castro; e contribuir para as políticas de segurança alimentar e nutricional através da participação no Consea Nacional e Consea Estadual.


Cabe destaque nessa Linha, a atuação do Grupo Pesca Artesanal e Sustentabilidade, que visa contribuir para o fortalecimento das organizações de pescadores artesanais e de aqüacultores, através de estudos e intervenções sociais que enfocam o conhecimento do contexto de desenvolvimento local sustentável. Pretende contribuir ainda para a melhoria das condições de vida das comunidades pesqueiras, apoiando o fortalecimento da organização, incremento da produção e produtividade pesqueira e gerando subsídios para a definição de políticas públicas para o setor.

 


Pesquisas em andamento

Do Peixe para Comer ao Peixe para Viver: Aquacultura de base familiar - Segurança Alimentar, Inclusão Social & Mercado

 


Este projeto tem como propósito gerar as condições para a construção das bases produtivas da aquacultura familiar, na perspectiva da estruturação de seus arranjos produtivos na Zona da Mata de Pernambuco. Tem como foco a consolidação da aquacultura comercial junto aos 130 produtores, a introdução do Peixe para Comer junto a 170 produtores, perfazendo um total de 300 beneficiários nos municípios de Catende, Palmares, Jaqueira, Água Preta, Xéxeu, Belém de Maria e Gameleira, denominado pelo Projeto de Pólo Catende; a expansão da aquacultura familiar visando a Segurança Alimentar e a introdução dessa nova atividade na perspectiva de percebê-la como uma possível atividade econômica a ser desenvolvida junto a 100 produtores nos municípios que compõem o Território 7 – Barreiros, Rio Formoso, São José da Coroa Grande e Tamandaré, reconhecido como Pólo Litoral Sul; e 200 produtores nos Território Piloto e Território 3, respectivamente os municípios de Aliança, Nazaré da Mata, Tracunhaém, Vicência e Paudalho, Pólo Mata Norte, perfazendo um total de 16 Municípios e 600 produtores envolvidos nesse processo.

 

 

Iniciada em 2008, a pesquisa tem um horizonte temporal de três anos, que serão desenhados ano a ano. No primeiro ano, tratar-se-á da estruturação das bases produtivas da aquacultura familiar. Trabalhará com dois eixos principais, quais sejam: desenho do arranjo produtivo no Pólo Catende; e a expansão da aquacultura familiar visando a Segurança Alimentar e a introdução dessa nova atividade na perspectiva de percebê-la como uma possível atividade econômica a ser desenvolvida, nos Pólos Catende, Litoral Sul e Mata Norte.

 

Financiador: Governo do Estado – PROMATA
Equipe:

  • Sammy Abu-Adiya sammy67@uol.com.br
  • Nathanael M. Valle – natanvalle@gmail.com
  • Sérgio Albuquerque - sergioguigui@bol.com.br
  • Marcelo Tompson - gtompson@ig.com.br
  • Jacirema Bernardo – jaciba@gmail.com
  • Ivanise Simplício - ivanisesm@bol.com.br

Projeto Peixe Xukuru, Aquacultura Sustentável, Segurança Alimentar & Inclusão Social

O projeto visa desenvolver um processo de aquacultura sustentável associada à agroecologia, visando contribuir para a geração de oportunidades de trabalho, o fortalecimento da organização e da segurança alimentar, que levem em conta os aspectos étnico-socioculturais e econômicos específicos do povo indígena Xukuru. Visa de modo específico a consolidação e ampliação do processo “Peixe para Comer”, que vem sendo experimentado por quatro famílias na Aldeia Santana e duas na Aldeia São José, verificando-se demandas e iniciativas de outras dez aldeias que estão querendo criar peixe. Esse projeto resulta da demanda apresentada às equipes da Rede Refect-Ação do Brasil/Equipe-PE e do Centro Josué de Castro pelo Cacique Marcos Luídson de Araújo – Marquinho Xukuru – e outras lideranças locais.

 

Financiador: Ministério do Desenvolvimento Agrário
Equipe

  • Nathanael M. Valle – natanvalle@gmail.com
  • Sérgio Albuquerque - sergioguigui@bol.com.br
  • Marcelo Tompson - gtompson@ig.com.br
  • Jacirema Bernardo – jaciba@gmail.com
  • Ivanise Simplício - ivanisesm@bol.com.br

Pesquisas concluídas recentemente

No campo da aquacultura, o Centro Josué de Castro tem desenvolvido, ao longo de sua história, trabalhos voltados para iniciativas empreendedoras de pequenos produtores rurais e pesqueiros. A exemplo disto, pode ser citada a experiência da Associação dos Criadores de Camarão da Ilha de Itamaracá, que se caracteriza como a primeira experiência de associativismo do pequeno produtor de camarão no Estado de Pernambuco.

 

No caso do Assentamento Nova Canaã, em Tracunhaém/PE, o CJC trabalhou em conjunto com a Associação do Assentamento e seus moradores no sentido de estabelecer as condições necessárias para a produção de peixes em escala comercial voltada para o mercado de orgânicos, incorporando a aquicultura dentro do quadro da diversificação produtiva local. No caso da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Camaragibe, existem hoje oito piscicultores envolvidos na comercialização de pescados para o mercado local.

 

No tocante a aquacultura, o Centro Josué de Castro tem uma história de trabalhos com pescadores e aquacultores na Zona da Mata de Pernambuco e em outras localidades do Nordeste do Brasil, realizando trabalhos das mais variadas naturezas que compõem o conjunto das atividades pesqueiras e aqüícolas. Permeando esse arcabouço de ações, o CJC tem como peça fundamental a busca por mais equilíbrio na relação de troca entre o trinômio “indivíduo / sociedade / natureza”.

Para caracterizar melhor a experiência do Centro Josué de Castro, são elencados abaixo os seguintes exemplos:

 

Programa de Capacitação Solidária (PCS)
Aquicultura como Prática Econômica Sustentável – 480 horas – Cabo/PE (1998)
Aquicultura como Prática Econômica Sustentável – 480 horas – Igarassu/PE (2000)

 

Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)
Técnicas Aqüícolas Sustentáveis (1999 a 2000)
Piscicultura como Prática Econômica Sustentável – 134 horas – Cabo/PE
Cultivo de Peixes em tanques-rede – 146 horas – Tamandaré/PE
Cultivo de Ostras do Mangue – 104 horas – Eng. Ubú – Goiana/PE

 

CJC / FAT / The Save the Children Fund
Aquacultura Sustentável – “Peixe para Comer” (2000 a 2001) – Eng. Fernandes Vieira, Eng. Canto Flor e Eng. Diamante / Proteção – Usina Catende/PE.

 

PROMATA
Projeto "Peixe Catende – Inclusão Social & Mercado" (2006 a 2008) –
Aquicultura sustentável em 13 Engenhos da antiga Usina Catende /PE, com ações que compreenderam capacitações, fortalecimento institucional, intercâmbios, produção e comercialização.

 

O processo iniciado nos três engenhos acima citados teve um caráter multiplicador que resultou na ampliação da prática de cultivo de peixes para outros 34 engenhos dos 48 que compõem o conjunto de propriedades da Usina Catende. Esta replicabilidade é atribuída ao enfoque metodológico adotado pelo grupo, o Reflect-Ação.

Engenho Jaqueira